Cultura do Skate no Brasil | Prática | Consumo | Comportamento

Qual o comportamento do skatista brasileiro? Quer saber do que ele gosta?

A Cultura Skate no Brasil começou nos anos 70 com cara de surf, nos anos 80 new wave, mas no final da década ela já tinha sua própria. Mesmo seguindo o comportamento californiano o skatista brasileiro amadureceu, virou dono de marca, pode ser patrocinado e seu dotes artísticos foram revelados em diversas áreas da cultura, na música, na moda e nas artes. E com isto ampliou o universo da Cultura Skate.

Hoje em dia, com o surgimento dos grandes eventos de skate, sempre com grandes atrações, exibidos na grande mídia e nas redes sociais, houve uma explosão de novos adeptos a Cultura Skateboard no Brasil e no mundo. A ponto de o skate ser peça muito importante para as Olimpíadas, que quer se atualizar junto aos jovens. Não só a eles, mas a grandes empresas que associar suas marcas ao lifestyle skate.

Só que o skate tem suas peculiaridades, a primeira e clássica dita pelo falecido Jake Phelpes, da Thrasher Magazine:

“O skate resistiu com tanto sucesso a se tornar um esporte que agora é apenas um negócio – um negócio que detesta empresários e empresários.”

Então deve esta ai a chave do sucesso da Vans, que esta conseguindo vender milhões de tênis pelo mundo.

Realmente entender a Cultura do skate no Brasil e no mundo não é uma tarefa fácil.

E sento assim, nossa amiga curitibana Cássia Ferreira resolveu estudar o comportamento do skatista brasileiro e fez este maravilhoso enquete junto a eles. E se você quer conhece´los esta aqui uma oportunidade. Pois o site em que ela postou este perfil já não existe mais.(<https://www.paraleloskate.com.br/single-post/SKATISTABRASILEIRO>).

Cultura do Skate no Brasil; Prática e Consumo de Mídia. Ferramenta fundamental para projetos desenvolvidos em prol do real interesses dos skatistas.

Cássia Ferreira “Esta enquete foi desenvolvida para a conclusão do curso de Jornalismo, o TCC”.

Por isso, envolveu uma série de procedimentos, estudos e apuração sobre todo cenário do skate no Brasil. E assim, entender o perfil de consumo e cultural dos skatistas brasileiros, abordando o skate enquanto cultura, esporte e identificando comportamentos de consumo de mídia.

Os resultados estão apresentados abaixo, e a seguir, uma análise do ponto de vista editorial.

O Paralelo pretende dar continuidade ao trabalho de pesquisas, pois entende que essa é um ferramenta fundamental de entendimento da cultura, para que projetos sejam desenvolvidos em prol do real interesse e necessidades dos skatistas.

ANÁLISE

Modalidades de acesso e permanência:

A enquete apontou que a maioria dos skatistas (67%) tiveram o primeiro contato com skate de rua (street). E também aponta uma possível multimodalidade, pois a maioria (86%) afirma ter aderido a pelo menos mais uma modalidade simultaneamente. Isso também pode ser percebido quanto as modalidades que praticam atualmente. Confirmando o fato de que muitos também migraram entre as modalidades, aderindo a outros estilos de skate, mas sem deixar a prática inicial. Além disso, também podemos perceber que as modalidades em ascensão são park/pista, bowl e longboard downhill.

Frequência de prática:

A maioria dos skatistas (59,8%) afirmaram andar de skate semanalmente, e 18%, diariamente. Fato que pode ser refletido sob um ponto de vista particular, no uso cada vez mais frequente do skate como meio de transporte pelas ruas da cidade, além de ser portátil e fácil de carregar em qualquer outro veículo, como forma de uma integração multimodal. Ainda que esta pesquisa não tenha apontado explicitamente para este fator, abre um ponto de debate de interesse da comunidade.

Ideologia e reconhecimento:

O comportamento ideológico em torno da cultura Skateboarding. Através da Escala de Likert foi possível analisar a percepção dos próprios skatistas em relação ao skate a sua cultura a partir o grau de conformidade com algumas afirmações.

Quanto ao caráter transgressor, apresentado no primeiro quadrante, como uma característica de contracultura pelas raízes do skate, a maioria apresentou discordância com tais valores (49%). Apesar de não se distanciar muito dos que concordam total ou parcialmente (39%). Neste item também podemos apontar um maior índice de abstenção (12%).

Já no segundo quadrante, há praticamente uma unanimidade (94%) ao relacionar a cultura a um estilo de vida aliado a adrenalina.  Mas, no que diz respeito a percepção de preconceitos, também podemos observar a divisão de opiniões.

Analisando os dados separadamente, é possível perceber que a concordância de que o skate ainda tem preconceitos machistas e homofóbicos foram assinalados por 60% das mulheres e 100% dos homossexuais respondentes.

Além de apresentar um nível de abstenção maior que em outras questões (11%). O que pode significar, que apesar da maioria não concordar que há preconceitos na cultura, ele é sentido pelos grupos que o sofrem, mulheres e homossexuais.

Consumo de mídia:

Questionados sobre as mídias que acessam para se informar sobre skate a maioria mostrou preferência pelos meios das redes sociais. 62,3% acessam mídias nacionais na mesma proporção das internacionais. Os skatistas estão conectados com a rede mundial. Talvez por haverem poucos veículos especializados no Brasil e falta de conteúdos de contexto mundial.

*A pesquisa contou com 204 respondentes. Via on-line durante os meses de julho à setembro de 2017.

Esperamos que esta pesquisa os ajudem a se relacionarem, desenvolverem as melhores ações para Cultura do Skate no Brasil!

Dúvidas, de um Messenger, um GritozApp!

Conheça um pouco mais da Cultura Skateboard aqui no Grito!

Conheça a A Confederação Brasileira de Skate CBSk!

This website uses cookies.

Read More