Oscar ONG Skateistan | ONG Social Skate | Para que servem as ONGs?

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O Oscar 2020 para ONG Skateistan e a ONG Social Skate vai no mesmo rumo!

Oscar ONG Skateistan | ONG Social Skate, para que servem as ONGs? Muita gente deve se perguntar, assim como eu, Badeco Dardenne, será que é importante colaborar com as ONGs? Será que o skate é o caminho para a inclusão social? Quem vai falar pelo nosso Brasil será o Sandro Testinha, da ONG Social Skate e eu vou falar sobre este filme, ganhador do Oscar de melhor documentário de 2020, sobre uma ONG, que começou em 2007, como uma escola de skate em Cabul e hoje está ativa em vários países… Mas primeiro vamos ficar com a primeira vez que fui conhecer a ONG Social Skate em 02/2014.

CBSk e ONG Social Skate lançam cartilha para dar suporte ao movimento Skate Social no Brasil

Em mais uma ação conjunta para dar suporte ao movimento Skate Social no Brasil, Confederação Brasileira de Skate (CBSk) e ONG Social Skate lançam a cartilha Descomplica. O material didático oferece informação estruturada para os projetos brasileiros que trabalham o skate como ferramenta de inclusão social e também pretende fomentar o nascimento de novas iniciativas. Desenvolvida pela pedagoga Leila Vieira, da ONG Social Skate, e com projeto gráfico da CBSk, a cartilha está divida em três capítulos: Projeto social, ONG e Lei de Incentivo ao Esporte. O material ainda contém um glossário de palavras-chave.

Para Sandro Testinha esta ação atende a uma demanda antiga que a ONG recebe desde o primeiro ano de atividade.

Como a gente sempre fez muito barulho por aí, a galera sempre perguntava: qual é o caminho? Qual é o segredo? Durante esses anos a gente estava até um pouco receoso de divulgar porque não sabíamos qual o destino que o caminho que traçávamos poderia nos levar. Ao longo do tempo, a gente foi entendendo que era sempre levando para boas ideias, boas parcerias, boas ações e bons resultados no trabalho que fazemos. Então, nesse ano de 2020, nesse diálogo com a CBSk e essa parceria com a Social Skate, deu-se o trabalho inicial do mapeamento e, agora, entendendo quem são, onde estão e como estão as entidades que utilizam o skate como ferramenta de inclusão social, acho que foi o momento certo para elaborar e poder soltar a cartilha”.

A cartilha tem as respostas para as perguntas que recebíamos no privado toda semana aqui nas redes sociais da ONG e acredito que da CBSk também. É uma bela iniciativa e um belo trabalho. A ponta de um trabalho que agora a gente pode começar a trilhar por mais um bom tempo”, completa Testinha.

O mapeamento realizado como fruto da parceria entre CBSk e ONG Social Skate teve início em julho.

Até aqui, 39 projetos foram cadastrados. As principais demandas apresentadas pelas iniciativas são a falta de recursos financeiros e de apoio com materiais para as atividades esportivas, a falta de locais apropriados e de pistas de skate adequadas e a deterioração de espaços públicos destinados ao fomento da prática esportiva.

Além disso, dos 39 projetos, 27 atuam de forma independente, não estando regularizados juridicamente e, por isso, não podem ter acesso a recursos provenientes de leis de incentivo. A falta de recursos também é apontada como impeditivo para a regularização.

A cartilha foi pensada para aqueles que, assim como nós, da Social Skate, também encontraram no meio do caminho esta parte burocrática como obstáculo. Mas como Skatistas que somos, a cada Ollie saltamos barreiras e estamos ainda aprendendo a manobrar com destreza por este ambiente que parece difícil,  mas que se descomplica, fica de fácil entendimento e possível de realizar a grande manobra fomentando o Skate como Ferramenta de Inclusão Social. A cartilha foi desenvolvida com base nos apontamentos apresentados pelos projetos, com o objetivo de orientar, facilitar e dar direção para que juntos possamos levantar a Bandeira do Skate como agente de Educação e Transformação Social”, destaca a pedagoga Leila Vieira.

“O sentimento de inclusão, união e irmandade está na essência do estilo de vida dos skatistas. A parceria com a ONG Social Skate está permitindo com que a CBSk atue também nessa frente. Isso nos orgulha muito, pois estamos contribuindo para a estruturação e fomento do Skate Social no Brasil”, completa Lauro Netto, diretor de Arbitragem da CBSk.

A cartilha Descomplica está disponível para download no site da CBSk pelo link > https://bit.ly/2H4Arxm . O material também está sendo enviado para todos os projetos já cadastrados até aqui.

O Sandro Testinha encontrou a luz a muito tempo atrás e com este brilho, junto com sua mulher Leila e todos que o ajudaram, passaram recados positivos para uma legião de crianças como nós, que nunca, talvez, receberam informações básicas da vida, por não terem acesso a elas. Portanto a ONG Social Skate é merecedora de prêmio também. E o prêmio veio, desta vez, não de empresas patrocinadores, mas pelo trabalho conjunto com a CBSk! Parabéns a todos! E o Oscar está vindo!

Aprendendo a Andar de Skate em uma Zona de Guerra (Se Você For uma Menina), ganha Oscar!

Oscar para a ONG Skateistan, uma organização internacional sem fins lucrativos, que capacita crianças por meio do skate e da educação no Afeganistão, Camboja e África do Sul. Ao combinar o skateboard com a educação criativa baseada nas artes, dão às crianças a oportunidade de se tornarem líderes por um mundo melhor. O foco deles é em grupos que muitas vezes são excluídos de oportunidades esportivas e educacionais, especialmente meninas, crianças com deficiência e pessoas de baixa renda. Oferecem espaços seguros onde as crianças podem se divertir, desenvolver suas habilidades e confiança e quebrar barreiras sociais fazendo novos amigos.

Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl) foi dirigido por Carol Dysinger e tem vencido prêmios importantes no circuito internacional. O doc ganhou na categoria de Curta Metragem Britânico no Bafta e o prêmio do júri como Melhor Documentário Curta no Festival de Tribeca. Que dizer vale a pena ser visto, não só pelas diversas premiações, mas pelo conteúdo sobre as rodinhas! Pena que teremos que esperar os planejamentos estratégicos mercadológicos definirem uma data para a exibição no Brasil.

Carol Dysinger teve papel importante, pois nestes países onde se passa a história, preconceito é o que não falta. Meninas não podem andar de Byke, de skate só entre quatro paredes e ainda as famílias não gostam. Aparecer na Tv, nem sonhando. Mas Carol não desistiu, como ela já morou por 15 anos no Afeganistão dando aulas de cinema para jovens cineastas, facilitou bastante a produção. E com isto ela conseguiu mostrar a realidade da vida destas meninas que a ONG Skateistan trabalham. Mas diga-se a verdade, sem esta ONG, não teria Oscar para ninguém. O que vem primeiro, o Skate ou as Olimpíadas? Desculpem o trocadilho, mas… Na verdade o que importa é somar, para um futuro melhor.

Quem é a ONG Skateistan?

A Skateistan foi fundada em Cabul, Afeganistão, em 2007. Possuem escolas de skate em Cabul e Mazar-e-Sharif, no Afeganistão; Phnom Penh, em Camboja e Joanesburgo, na África do Sul.

Conta com quase cem funcionários e voluntários em todo o mundo. A sede internacional fica em Berlim, Alemanha, e tem entidades em todo o mundo apoiando os esforços de arrecadação de fundos e aumento da conscientização. Saiba mais sobre como trabalham e veja como você pode se envolver aqui> https://skateistan.org/

E assim uma ONG que começou em 2007 hoje é uma potência. Vai uma dica, se der, ou se interessar, dê uma olhadinha no tipo de patrocinadores que eles tem, vocês vão reparar que não tem uma marca de skate! Só multinacionais e fundações milionárias. Fica a dica! E acho que foi este o motivo que juntei duas notícias numa só! Pois a União pode fazer a Força! O resultado está ai! Valeu!

Veja mais Ações Sociais aqui no Grito!

 

Badeco Dardenne

Surfista/skatista nos anos 70, montou seu primeiro skate pregando os eixos do Patins Torlay na madeirite, andava nas ladeiras do Leblon e filava o skate da galera da Cobal do Humaitá, andou em Campo Grande, no Barramares e ficava babando no Rio Sul. Montou a primeira loja 100% skateboard, a Mustabí Creize onde aconteceu o Circuito Bebe Diabo, para iniciantes do Downhill Slide em Perdizes, Sumaré e na Ladeira do Bosque(Morumbi). Com o Mustabí Team, patrocinou o Campeão Overall Renato Cupim, Chorão do CBJ no Freestyle, entre outros. Virou apresentador e produtor do Primeiro programa do Skateboard na TV, O Grito da Rua! Foi co-fundador da USE - União de Skatistas e Empresários. É auto-didata, disléxico e incentivador do skateboard Nacional.

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