E quem perde é o mundo! De ver a melhor competição de todos os tempos.

O Skate nas Olimpíadas estaria se consagrando como o melhor esporte urbano e, também, consagrando um novo formato de competição! Coisa que as pessoas normais nunca viram e nem imaginam como o skate poderia ser tão competitivo. Inicialmente eu duvidei deste formato da competição. Achei que não instigaria o público a torcer, a vibrar pelo seu ídolo. Mas com a cobertura que fizemos(eu) no Street League do Anhembi e o Park no Portinari, no final do ano passado, mudei de idéia, pois foi uma das coisas mais bonitas e emocionantes que eu já vi e filmei.

Realmente não consigo entender a galera que não gosta do skate nas olimpíadas, que o skate já era… E blablabla… Ou isto é egoísmo, querem o skate só pra eles, ou são do contra e ponto final pra não politizar a coisa. Mas uma coisa é certa, ninguém vai segurar o skate, porque ele é Indepedent em suas Vans, dando um Urgh a todos que tentam domina-los. E um Yeah, pra quem apenas ama o skate e o vê como uma arte! Então vamos ver a arte que rolou no final do ano passado aqui no Brasil!

O WS SLS 2019 World Championship no Anhembi foi de mais!

Ver a trajetória da vitória do Nyjah Huston sobre o japonês Yuto Horigome foi algo lendário. Por esta e por outras que eu digo que é um dos formatos de competição mais legal que eu já vi. E o Gustavo Ribeiro (POR) que veio na miúda e acabou em terceiro. Pô! O Kelvin Hoefler, que lamentavelmente, na última bateria acabou caindo, e ficou em quarto lugar, podia ter conseguido o terceiro. Mas não se esqueçam destes nomes aqui, pois eles podem surpreender; Jamie Foy (EUA), Yukito Aoki (JAP) Angelo Caro (PER) e Dashwan Jordan (EUA), você viu o cara tentando subir o corre mão! Isto é skate! É skate nas Olimpíadas!

O Skate Feminino no Mundial de Street League (World Skate SLS Street League Brazil)

As meninas deram manobras de alto nível e estão cada vez melhores. Nas semi finais elas se jogam, mas na final elas seguram as melhores manobras para o momento certo! Principalmente na fase dos “best tricks”, pois nas voltas mesmo, elas seguram as manobras mais top. Mas isto é devido as regras, onde uma volta, para levar um 9.0, tem que ser muito boa! E falando nisto, acho que falta um maior aproveitamento do round. Pois ficam meio que passeando e deste modo, não se utilizam melhor o desenho da pista. Aberto a críticas!

Pamela Rosa veio que nem um torpedo, por trás de todo mundo e garantiu o primeiro lugar, já Rayssa Leal se surpreendeu com ela mesma e deixou a Aori Nishimura  pra o 3º lugar e em 4º ficou a Candy Jacobs (NED), 5º Mariah Duran (USA), a brasileira Gabriela Mazetto em sexto seguida por Alexis Sablone (USA) e em 8º Yumeka Oda (JPN).

Heimana Reynolds vence o World Skate Park World Championship

E teve pódio histórico para Brasil com dobradinha de Luizinho Francisco (85.50 pontos) em segundo lugar e Pedro Quintas (85) na terceira posição. Ainda tivemos Pedro Barros em 6º (84.50), num mal dia, e Mateus Hiroshi em 8º (83.70) como grande revelação no Parque Cândido Portinari. “Deixei tudo pra última volta, uma coisa que eu não gosto de fazer”, comemorou Luizinho Francisco. “A galera lotou a arquibancada, muita energia envolvida. É sempre bom andar com a torcida brasileira, a galera que mais torce pra todo mundo. Os melhores do mundo vieram. Agora é só evolução”, afirma Pedro Quintas.

“Muito irado. A vibe estava lá em cima. Tinha que dar o meu melhor em todas as fases. Cada fase que eu passava ficava mais cansado. O mais importante é não desistir, persistir, andar mais e me superar. Dar o meu melhor sempre. Estou super feliz só de estar aqui. Não importa o resultado. O importante foi que eu acertei uma (volta), que estou aqui com os caras, aqui na final e representando o Brasil”, completa Mateus Hiroshi, que avançou de fase desde as classificatórias para chegar na decisão.

Murilo Peres ficou na 10ª colocação e com isto o Brasil totaliza sete atletas entre os melhores do Mundial. Confira a classificação completa da final 1º – Heimana Reynolds (EUA) – 88 pontos 2º – Luizinho Francisco (BRA) 85.50 3º – Pedro Quintas (BRA) – 85 4º – Keegan Palmer (AUS) – 84.70 5º – Thomas Schaar (USA) – 84.60 6º – Pedro Barros (BRA) – 84.50 7º – Tate Carew (USA) – 84.20 8º – Mateus Hiroshi (BRA) – 83.70

Final Feminina do World Skate Park Championship a japonesa Misugu Okamoto fica em primeiro!

São as meninas no Skate Olímpico! Surpreendente o show de skate que as meninas deram. Começou meio devagar, mas aos poucos o nível foi subindo e a qualidade das tricks começaram a melhorar e a competição foi crescendo e o público vibrando. Realmente foi emocionante. Nosso time de atletas não estava completo, Yndiara ASP fez falta. Mas Dora Varella e Isadora Pacheco estavam firmes nas manobras e a cada volta foram melhorando suas linhas.

A Sky Brown é surpreendente com seus 11 anos e simpatia (sobre os olhares do pai). O que não foi diferente com a Misugu Okamoto, que realmente foi quem puxou o nível. Já a Sakura Yosozumi mostrou que tem base e é uma forte concorrente. Parabéns e obrigado pelo show na Final Feminina do Mundial de Skate Park em São Paulo! Sakura Yosozumi ficou em 2ª e a britânica Sky Brown em 3ª. Dora Varella ficou com a sexta posição e Isadora Pacheco foi a sétima colocada. A australiana Poppy Starr Olsen (4ª), a norte-americana Lizzie Armanto (5ª) e a japonesa Kisa Nakamura (8ª) completaram a final.

O Ariake Urban Sports Park e a Arena do Skate!
O Ariake Urban Sports Park e a Arena do Skate que ficará pronta em 2021.

Estreia do skate nas Olimpíadas será dia 25 de julho de 2021

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta sexta-feira (17) as novas datas de disputa do skate nas Olimpíadas de Tóquio, remarcadas para 2021 por conta da Covid-19. A estreia ficará por conta do Street masculino no dia 25 de julho (domingo), às 9h (horário do Japão), no Ariake Urban Sports Park. No dia seguinte (26/07 – segunda), no mesmo horário e local, será a vez do Street feminino. O Park fecha a participação do skate nos dias 4 (quarta / feminino) e 5 de agosto (quinta / masculino), no mesmo espaço e horário de início.

Cada modalidade (Park e Street) e categoria (feminina e masculina) contará com 20 skatistas em Tóquio. Em cada dia de evento, as disputas serão divididas em semifinal e final (8 melhores).

Corrida classificatória

O skate brasileiro pode ter até 12 representantes nas Olimpíadas – três por cada modalidade e categoria. As classificatórias foram divididas em duas janelas. A primeira delas foi encerrada com as disputas dos mundiais de Park e Street em setembro de 2019, em São Paulo. A segunda foi interrompida por conta da Covid-19, tendo data de encerramento estendida para 29 de junho de 2021 – a World Skate ainda não sinalizou data de retorno dos eventos.

O ranking classificatório para Tóquio será composto pelas 2 melhores notas da primeira janela e pelas 4 melhores da segunda, que teve um evento realizado (Oi STU Open, em novembro de 2019, no Rio de Janeiro).

Além dos resultados, ainda serão levados em conta os seguintes fatores para a composição dos 20 skatistas por modalidade e categoria:

– Cada país poderá contar com no máximo 3 skatistas;

– Todos os continentes devem ter pelo menos 1 representante;

– 1 vaga fica reservada ao skatista japonês mais bem colocado do ranking mundial, independente da posição;

– Os três primeiros colocados dos mundiais de 2021 estarão diretamente classificados para os Jogos, independente da posição que ocupavam no ranking.

Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira de Skate conta atualmente com 22 integrantes – Park feminino – 5, Park masculino – 6, Street feminino – 6 e Street masculino – 5. Após o encerramento da primeira janela classificatória para as Olimpíadas, todos os 21 nomes que integravam o top 20 do ranking mundial foram “convocados”. O adiamento dos Jogos de Tóquio abriu um novo ciclo para a Seleção, permitindo com que Lucas Rabelo se tornasse mais um “convocado”. Com um terceiro lugar no Oi STU Open em 2019, o skatista hoje integra o top 20 do ranking mundial.

Para a preparação e participação das disputas sancionadas pela World Skate como classificatórias para a corrida olímpica, os integrantes da Seleção Brasileira de Skate recebem auxílio atleta mensal e contam com suporte médico, psicológico e de fisioterapia. Os recursos para esse apoio são repassados à CBSk pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) por meio da Lei Agnelo/Piva.

Comissão técnica da CBSk

Integram a comissão técnica da CBSk a gerente de Esportes Tatiana Lobo, o supervisor de Esportes Edson Scander, os consultores técnicos Edgard Pereira Vovô (Park) e Rogério Mancha (Street), o observador técnico Julio Detefon, os fisioterapeutas Alison Paz e Carlos Barreto, o médico Maurício Zenaide e a psicóloga Juliane Fechio.

Vejam mais do skate nas Olimpíadas aqui no Grito!


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