Lado Negro do Badeco Dardenne | Eu sou Skatista! | Pan#1

Badeco e o seu lado negro!

Lado Negro de Badeco, originalmente o Eduardo Dardenne Neto, nascido no dia 12 de fevereiro de 1960, às 23:59, na cidade de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil.  Aos oito anos de idade foi morar na zona sul do Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro do Leblon, onde cresceu num ambiente familiar, entre crianças num prédio/condomínio da Dias Ferreira! Quando ainda tinha trilho de bonde e areia de praia na rua!

Colégio Rio de Janeiro em Ipanema anos 70
Prédio onde morava no Leblon na Dias Ferreira.
Leblon Antigo!

Ele estudou o Jardim de infância no Colégio Pernalonga(no Arpoador), 2º grau noSanto Agostinho e o 3º no Colégio Rio de Janeiro. Foi influenciado por diversos comportamentos: como o Twist, a Jovem Guarda, os Beatles, a rádio AM Mundial (com Big Boy), o Rock Progressivo e o Rock And Roll nas Sabadeiras do Club Piraque da Lagoa Rodrigues de Fretas e também nas Domingueiras da Sputnik em Ipanema sob o comando do Dj Pelé.

E o Lado Negro do Badeco?

Jogando peladas pelas ruas e nos colégios, fez parte do time do Botafogo do Leblon, onde após uma partida, no campo de São Cristóvão voltou para casa com o apelido de Badeco. Isto, porque o Badeco, um jogador da Portuguesa, que era bem negro, estava lá caçando jogadores, e como o time acabou perdendo de 11 a 1, e ele era o goleiro, acabou levando a culpa. Ai foi Bullying! E minha namoradinha me defendia: “Badeco não!!! Eduardo!!!”.

Isto tudo porque ele era um garoto de praia, que nas horas vagas (só ia pra escola…) ficava surfando, e por isso era muito moreno, e acabou virando o Badeco. Sem contar, também, a raiz da família por parte de sua avó, que era sobrinha neta de Lampião, e, da ascendência de sua mãe, neta de índios Caetés de Pernambuco. E sem esquecer o lado sangue “azul” do seu avô Belga, de onde vem seu sobrenome. Mas ele é skatista?

Eu não sei esta história do politicamente correto. Se fala negro ou preto. Sei que meu apelido é Badeco, por causa do Badeco da Portuguesa que era bem Preto! E tenho descendência indígena. Será eu negro?

Mas Badeco queria mesmo é viver a vida sobre as ondas!

Pegando onda, seus limites territoriais foram crescendo. Arpoador, o Píer em 74, Prainha, Pepino e depois Saquarema, Búzios, Ubatuba, e todas as praias com onda de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Este era o seu mundo! Mas ele não é skatista?

“Os mais velhos citados acima, eram os meus ídolos, mas quem fazia parte do meu dia a dia eram: o Peninha, o Patulino, Dardal, Djalma, Gui Matos, Ítalo Machado, Felipe Castejá… E todos que surfavam no Pontal do Leblon! O meu Pico!”

“Eu ainda menino encomendei a minha primeira prancha com o Roberto Valério, que me enrolou e queria me dar uma prancha que ele descascou e encapou com fibra de barco, pesando uma tonelada, como uma prancha zerada. Mas a minha primeira prancha foi uma Gun Haty em 1972.”

“Aqui era o meu PICO! Desde a primeira onda de peito, da prancha de isopor e depois dropando de backside, trocando de base e entubando nas morras do Pontal do Leblon.”

Eu conheci o Brasil pegando onda!

Pier de Atlantida e Tramandaí, foi onde passou os melhores verões de sua vida, isto entre 75 e 77. Intercalando com surf Trips à Torres, Farol de Santa Marta, Imbituba e Laguna(no inverno de 77). E lógico que em cada trip destas tem muita história boa. Coisa que conseguia fazer graças a Oficina de Consertos de Pranchas Bydeco em sociedade com seu eterno companheiro Claudio Fontinelle. E não poderia deixar de citar Zeca Bezerra que os apresentou ao Sul.

O Surf estava crescendo com os primeiros campeonatos e o surf paulista estava crescendo. Então veio o Quinto Campeonato Brasileiro de Surf. Maior expectativa entre os Paulistas e com isto, rolava maios treta com os cariocas. Os Paulistas então, durante a noite, começaram a atacar as barracas de Camping onde estávamos, falando que ia quebrar tudo, roubaram roupas de borracha… Era o terror do Scatena e sua turma! Os cariocas, e eu entre eles, tiveram que fugir de Itamambuca sob ameaças e foram acampar na Vermelha onde rolou a final do evento.

Mas e o skate?

Naquela época, no Rio, o skate era praticado quando não tinha onda. Mas tinha as ladeira do Alto Leblon, onde o radical era descer de carrinho de rolimã, Badeco fez um de três lugares e com isto veio a habilidade de desmontar os Patins Torlay e pregar os eixos na madeira bruta que era recortada numa serralheria que o Badeco conhecia.

Mas ai apareceu a Cobal do Humaitá, com seu estacionamento lisinho e meio com umas lombadas, parecia os estacionamentos Gringos, mas como eu não tinha skate, tinha que ficar na fila para pegar um skate emprestado. Era muito difícil! Ninguém tinha um skate mesmo! Só rico tinha skate!

Me lembro de ir no Shopping Rio Sul no ônibus da linha 511 (Leblon-Urca), que saimos pela porta de trás dando um “trambique”, para ver alguma apresentação de skate, que era uma Rampa de vertical em cima do estacionamento do Shopping, quem lembra? Mas só quem andava eram os Pro que deram show!

Ai veio o Barramares, que você só entrava sendo convidado, mas entrei, só para ficar de boca aberta, nunca tinha visto aquela monstruosidade de pista, que dava medo, e os caras lá detonando. Só o Chave Mestre tem estes arquivos, e sabe como era! Ele sabe! Aproveita e se inscreva no canal dele!

Por Guto Gimenez para Skate das Antigas.

“Em 78, virou modinha mesmo (risos). Os picos eram lotados: tinha a Pirâmide, o MAM e o Parque Guinle, na área onde eu morava; a Cobal do Humaitá e a rua Maria Angélica, celeiro de talentos do skate da ZS do Rio; a rua São Sebastião e a rampa da Pedra, na Urca e as ladeiras na Tijuca, Usina e Grajaú…

Depois começaram a pintar as pistas; a de Nova Iguaçu, a de Jacarepaguá e Campo Grande, depois o bowl do Barramares e a rampa da Company na Lagoa, sem falar nas inúmeras rampinhas (quarters) espalhados pela cidade.”

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A Pista de Nova Iguaçú!

Foi um marco mesmo! Minha terra natal! Que foi de enorme importância para o skate Carioca e Nacional! Eu lembro de ir lá numa noite, era cabuloso ir até lá, tudo escuro, um breu. Mas a galera lá, como sempre, gente fina! Emprestaram os skates e nos contaram as histórias da pista. Bela de uma história! Vejam este documentário!

E o Lado Negro do Badeco?

Ai é que está, sempre, os íntimos tiram sarro, que eu não sou skatista. Mas pra mim eu não vejo problema. Eu tenho certeza que cresci no melhor momento de nossa geração. E vivi intensamente, então eu sei qualé a onda!

Eu sei qual é o sentimento de lutar por um esporte, que já foi marginalizado, que já foi sugado por gente que não tem nada a ver e sempre lutei para torna-los um “esporte” com todos os seus valores agregados. E acho que não só o skate, mas todos os esportes radicais lutaram muito para chegarmos onde chegamos!

Mas eu sou Skatista!

Vejam esta Live que o Marcelo Sanzoni me convidou pra fazer. Mas, como estou vindo de uma “centoquarentena”, falei um monte, até a bateria acabar! Se não eu ia continuar falando!

É isto ai! Obrigado Marcelo Sanzoni por abrir este espaço pro tiozinho aqui! Valeu Máfiaaaa!!! Se inscrevam no Canal “Eu sou Skatista”! E vejam o programa abaixo que está cheio de pérolas!

E aqui no minuto 1:14:52 eu dou a resposta se sou skatista! Hehehhe!

Aproveitem e vejam o programa inteiro! Siga a cronologia do Programa:

3:25​ – Life Rolls On .Org at Venice Beach

7:00​ – Grito in USA. Memorial Park com Thronn

15:32​ – Agent Orange no Inferno – Augusta – SP

22:55​ – Bolão da Ong Big Ball com André Iena e Biano em São Leopoldo – RS

27:53​ – Agenda Grito

32:32​ – Freestyle Old School MC Jack, DJ Ninja, A.G. Naja com Centro da Cidade e o Código 13 com a música Gritos do Silêncio!

32:32​ – Sr. Bruno pai do Brown conta histórias do skate!

46:25​ – Studio e lojinha do Grito da Rua!

48:35​ – El Phante Skateboard

53:36​ – In Time Contest Tour 2014 no Olímpia – Pompéia – SP | Show do skate amador com as revelações do amanhã!

1:04:44​  – Grito In U.S.A at Venice Beach Skate Park com o Thronn falando das dificuldades que passou nos EUA. E depois Costa mesa com Cupim, Yura do Tênis Isnaú, Anjinho e friends.

1:18:07​ : – Encerramento

Semana que vem continua! Como cheguei em São Paulo!

Veja a História do Grito aqui!

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Badeco Dardenne

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