As Modalidades do Skate Olímpico! O Street e Park! Conheçam a História!

História esta que faz parte da nossa identidade!

As Modalidades do Skate Olímpico: O Street e Park! Mas afinal, como surgiu este novo Street e o Park nas Olimpíadas? E não tem como contar sem antes falar que o skate surgiu dos patins! Numa tradução pobre, “Skateboard” é uma prancha sobre patins. As pessoas adoravam patinar na década de 1880 e desde lá o skateboard já começou a aparecer, em diversos formatos, com a galera descendo as ladeiras, fazendo malabarismos pelos meios das ruas. Tudo legal, tudo bacana… Mas o skate começou mesmo foi na Califórnia lá pelos anos 50!

A primeira modalidade do Skate era andar nos Skating Club.
Olha o que era um verdadeiro Skateboard!
Skate feito em um toco maciço.
Para se divertirem nas ruas de nova York.
Mas na Califa a galera estava atrás de adrenalina.

As Modalidades do Skate Olímpico começaram no Downhill, Slalom e Freestyle.

Naquela época o skate já existia no imaginário dos surfistas. Então para quebrar o marasmo quando não haviam ondas, nada mais fácil do que descer as ladeiras a milhão em qualquer coisa sobre quatro rodinhas e dai surgiu o Downhill. E como a gente gosta de dificultar, colocaram uns cones para fazer uns “zigue zague” (Slalom). E quando não tinha ladeira eles ficavam papeando nas lanchonetes e estacionamentos fazendo umas manobras solo com o estilo livre, o Freestyle.

Z-boys dropando as montanhas!
O Slalom é uma das modalidade do skate que surgiu no Downhill.
Rodney Mullen revolucionou a modalidade freestyle e criou muitas manobras do street Skate.
A Modalidade do skate Downhill na California dos 70.

As modalidades do skate no Downhill.

  • O Downhill Slide(DHS) consiste em descer as ladeiras a milhão derrapando nas laterais aplicando as diversas manobras de slide no gás. Como diz  Kaue Mesaque: “Downhill é gás”! E graças ao Sérgio Yuppie, somos reconhecidos como os melhores do mundo! O Grito da Rua tem no seu DNA o DHS e o Street.
  • O Downhill Speed que é descer as ladeiras na maior velocidade que for, mas que com os equipamentos de hoje em dia fazem os caras alcançarem mais de 130 km/h, e por acaso, nós temos um Campeão Mundial, o Douglas Dalua, que chegou a 113 km/h!
  • O Slalom continua vivo e hoje em dia está super Pro, com skates desenhados especificamente para a prática. Porém “It is very expensive”, ou seja, é para poucos, pois são muito caros. Conheça um pouco mais dos loucos amantes do Slalom aqui no Grito .
  • O Longboard existe deste o início, como vimos, mas que a galera começou a introduzir manobras de DHS, do Street e andar até nas mini ramps. No Longboard ainda temos Classic, que é um surf no pranchão, e o Dancing, que é tipo o freestyle do Long em movimento! É a única modalidade que tem a data comemorativa: Longboarding Day (graças ao Luciano PT).

Del Mar Skateboarding National Championships em 1975 foi um marco no skateboarding mundial.

1972, Frank Nasworthy inventou as rodas de urethane “Cadillac Wheels” transformando completamente as modalidades do skate. Em 1975 aconteceu o Del Mar Nationals Contest, competição de Slalom e Freestyle, onde surgiu a equipe Surfshop Zephyr em Venice Beach, com suas camisetas e tênis azuis da Vans, mostrando ao mundo o que o skate poderia ser. Entre eles estavam o Tony Alva, Jay Adams e Stacy Peralta, que estavam procurando algo mais.

Rodinhas de Urethane da “Cadillac Wheels”.
Abertura de skateparks em Port Orange e em San Diego. O skate ficando popular em 76.
Z-Boys no Del Mar Skateboarding Contest
Jay Adans quebrou as regras e andou de skate!
Russ Howell
Os results da competição

A Modalidade do Skate Freestyle | Era Mullen | Skateboarding is not a crime

O skate começou a se tornar um movimento underground, “anti-establishment”. A galera começa a andar nas ruas, pois não haviam mais as skateparks, e foram taxados de vagabundos, o que contribuiu para a decadência. Mas por outro lado, essa situação colaborou para o surgimento da imagem do skate ser uma contra-cultura. Tony Alva foi quem encabeçou este movimento, que se contrapunha a imagem do skatista surfista, arrumadinho, certinho. Essa era a imagem da Powell Peralta, mas que ela mudou algum tempo depois quando montou a Bones Brigade em 84.

Era Mullen

Dentro desta “crew” tinha um garotinho chamado Rodney Mullen, que tinha seus problemas com o pai, que era muito conservador, pensava que o skate era coisa de vagabundo. Essa proibição só incentivou o jovem Rodney a treinar ainda mais o que resultou em uma revolução no freestyle e no Street Skate.

Ele pegou o Ollie que Alan Gelfand havia aperfeiçoado no skate vertical e o adaptou em solo plano, criando diversas tricks novas, entre elas o kickflip e o heelflip, isto em 1982. O ollie flatground é a base do skate de rua de hoje. Era o que faltava para o skate conquistar o mundo!

O Rei da modalidade Freestyle
Steve Cabalero & Rodney Mullen
NOTA: Aqui no Brasil as coisas, como de comum, vieram um pouco mais tarde. A fase dos anos 70, é bem retratada no Filme “Uretano no Asfalto”. Com vários registros da galera de São Paulo representando bem o momento por aqui. Nos meados dos anos 80 surgiu a “Mustabí Creize” e seu porão punk, onde “a máfia” se reunia para ver os filmes da Powell Peralta, que de uma maneira ou de outra, fez surgir o Grito da Rua e a nova geração que levou o skate brasileiro para o mundo! Coisa que o Bob Burnquist sabe muito bem.

Isto tudo pra dizer que estas estas foram as primeiras modalidades do skate, mas faltava uma coisa: VOAR!

As Modalidades do Skate Olímpico | Os Bowlriders

Estava rolando uma seca monstro na Califórnia, que proibiu a população de encher as piscinas (bowls). A galera de Dogtown, os Z-Boys, vendo aquelas piscinas vazias, começaram a invadi-las e de lá saíram muitas manobras que revolucionaram o skate. Mas eles eram uma máfia que dominava tudo na área e era bem difícil de fazer parte dela. Na maioria das vezes eles estavam fugindo da polícia por invadirem as piscinas. O que ajudou a sacramentar aquela imagem de bad boys.

Nota: Mas a grande verdade é que o surfista Herbie Fletcher dropou primeiro e foi fotografado em 1963, explorando as piscinas. A família dele é referência no surf e no skate até hoje. Atualmente, Greyson Fletcher  é o destaque da família no skate. Ele voa muito alto e anda a milhão
The birth of vertical. Primeira piscina. Z-boys. Dogtown: 1976
O primeiro a dropar na piscina: Herbie Fletcher!
Herbie Fletcher nas ondas de concreto.
Greyson Fletcher voando muito alto no bowl.
Pool Skateboarding - 1979
Invadir as piscinas virou mania na gringa! Dai surgiram os Bowlriders!
Alan Gelfand e o primeiro ollie- 1979

As Modalidades do Skate Olímpico e o Início do vertical!

Com o tempo a galera começou a construir quarters (um quarto de um tubo), rampas em U e dai começou a surgir o Vertical Skate ou Vert Skate. O primeiro Ollie (1978), dado por Alan Gelfand, primeiro backside air, front site… Parecia que o skate finalmente trilharia um caminho seguro, mas começaram as críticas que o skate era perigoso, os valores de seguros dispararam, os skateparks começaram a fechar e as pessoas a andar menos. Parecia que o skate havia acabado.

Carv no vert improvisado
Vert na porta de casa
Fechamento dos skateparks

Anos 90 “A revolução!”- Vertical, Street e X- Games

No começo dos anos 90 surge uma nova geração que parte para o exterior conquistando espaço e reconhecimento. Os X-Games aparecem nessa época, transmitidos pela ESPN, valorizando o estilo de vida do skate como esporte, foi quando Bob Burnquist e Lincoln Ueda surgiram no cenário mundial. Confira aqui o filme Vida Sobre Rodas. Nessa mesma época o skate começou a perder o rótulo de marginalizado na América do Norte e novos campeonatos surgiram lá por conta dos Extreme Games (X-games).

Criação da CBSk

Em 1999 aqui no Brasil surge a CBSk (Confederação Brasileira de Skate) e o skate nacional se organiza. Os campeonatos começam a aumentar, o skate vai se popularizando e a CBSk se consagra a primeira confederação de skate no mundo! Mais nomes brasileiros são reconhecidos mundialmente e os canais abertos começam a divulgar aqui no Brasil alguns campeonatos dos X-games. E a coisa começa a bombar!

Conforme alguns brasileiros foram se destacando no street, como Carlos de Andrade “Piolho”, Fabrizio Santos e Rodrigo TX, o skate brasileiro começou a surgir para o mundo através desses campeonatos e também das vídeo partes.

Tony Hawk | X-Games | Pro Skate
Você sabia que os X-games só se popularizou em 1999, quando Tony Hawk estava tentando acertar o famoso “900” ? Os bares americanos estavam lotados, assistindo ele tentar a manobra. A audiência era tanta que os organizadores estenderam a transmissão. E aí o cara acerta! A galera foi ao delírio! O que consagrou o skate nos X-Games. Da noite para o dia ele estava em todos os canais, e ainda lançou uma franquia de jogos conhecida mundialmente: “Tony Hawk’s Pro Skater “. Ele vendeu milhões de cópias pelo mundo e deixou o skate ainda mais popular.

Virada do Século “Alvorada Voraz” | Megarrampa

Em 2002 Danny Way cria a megarrampa, aperfeiçoando-a com Bob Burnquist, que entra de cabeça na ideia e cria uma em sua residência na California. Além disso ele começa a utilizar alguns obstáculos como corrimão, caixotes (“ledges” em proporções gigantescas) que são vistos no street e domina mais uma modalidade.

Bob Burnquist expoente do Extreme Games sacramentou a modalidade Vertical do skate
Lincol Ueda o japonês voador
Tony Hawk´s Pro Skater!
Bob Burnquist e Danny Way em Sampa, 2009
Bob Backside Stalefish Megarrampa
Fabrizio Santos front side flip Lake Elsinore, CA
Carlos de Andrade "Piolho" Switch Stance Flip
Rodrigo TX Frontside Tailslide

Vejam como estava o skate no Programa do Grito da Rua Retrospectiva 2013!

Modalidades do Skate Olímpico Street e Park

Com a popularização da internet, mais conteúdos começam a ser divulgados para todos os cantos do mundo em campeonatos “indoor”, dentro de locais fechados, como o Tampa Pro na Flórida, assim como diversos eventos do Vertical, abrindo as portas para novos skatistas aparecem na cena.

Em 2010 Rob Dyrdeck e Brian Atlas sacaram que a galera estava vendo skate pelo celular e pela TV, e criam o Street League Skateboarding (SLS), onde 25 skatistas disputam um prêmio milionário, em uma pista street indoor simulando os obstáculos da rua, com transmissão ao vivo Foi o que faltava para levar o street para uma nova dimensão.

Entre 2010 e 2014, as disputas da liga envolviam apenas competições masculinas. Em 2015, houve a primeira competição feminina da SLS, com o título da brasileira Letícia Bufoni. Também em 2015, a SLS anunciou uma parceria de longo prazo com o Skatepark de Tampa (SPoT) para criar um sistema de qualificação global premium que abrange desde eventos amadores até o Campeonato Mundial SLS: Nike SB World Tour.

O Vans Park Series juntou o bowls com banks, corrimões e até quarter pipes para as competições. Foi ai que o skate vertical tomou novos rumos, pois trouxe mais variedades de obstáculos, de manobras e um novo público.

Street League Skateboarding (SLS) Tour 2019 e o novo formato de competição!

Chegada dos jogos olímpicos de Tokyo 2020

Toda essa popularização e a batalha de anos pela profissionalização do skate acabou fazendo dele um esporte, que o credenciou a estrear em Tokyo 2020. Mas na visão dos skatistas está “mais para uma questão de praticar e viver através dele, do que ser um esporte”.

Por fim, basicamente selecionaram as modalidades do skate olímpico inspirados na história do skate ao longo dos anos. O Street representa os obstáculos que são encontrados nas ruas, como escadas, hubbas, corrimões, rampas, etc. Já a Modalidade Park(saiba mais) foi criada pensando nos diversos formatos de bowls, banks e até alguns corrimões.

Além da competição e reconhecimento, toda esta conjunção de fatores contribuiu para a inauguração de diversos skateparks pelo mundo, que reúnem todas as possibilidades de obstáculos com muita segurança.

Mas aproveita e fique sabendo das Regras do skate nas Olimpíadas das modalidades Park e Street aqui no Grito!

As medias das skateparks das Modalidades Street e Park nas Olimpíadas
Skatepark da Modalidade Street nas OlimpÍadas
Skateparks da Modalidades Park nas Olimpíadas
As skateparks das Modalidades Street e Park nas Olimpíadas

Tudo isso aconteceu sem o skate perder sua identidade! E o resto o futuro irá nos mostrar.

Skate Roots

Etapa das Modalidades do Skate Olímpico aqui no Brasil em 2019!

Final Feminina Street League Brasil | SLS | Pamela Rosa | Rayssa Leal | Aori Nishimura

O Skate Feminino no Mundial de Street League (World Skate SLS Street League Brazil) foi com manobras de alto nível!

Final Masculina Mundial do Street League BR | Nyjah Huston vence | Yuto Horigome | Gustavo Ribeiro

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